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sábado, 23 de janeiro de 2021

Rede de Atenção Psicossocial

(Retirado direto do site da Sesab - http://www.saude.ba.gov.br/atencao-a-saude/comofuncionaosus/rede-de-atencao-psicossocial/ )

De acordo com os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, consolidados na Lei n° 10.216 de 06/04/2001, a atenção a pessoas com transtornos mentais e com problemas decorrentes do uso/abuso e/ou dependência álcool e outras drogas deve se dar, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental, portanto, busca consolidar um modelo de atenção aberto, garantindo a livre circulação das pessoas com problemas mentais pelos serviços, pela comunidade e pela cidade.

A Portaria GM/MS, nº 3.088, de 23/12/2011, que institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para atenção às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), amplia a concepção de cuidado, não centrando em apenas uma unidade, mas expandindo as ofertas de atenção ao apontar novos serviços, distribuídos em (07) sete componentes: Atenção Básica, Atenção Psicossocial Especializada, Atenção de Urgência e Emergência, Atenção Hospitalar, Atenção Residencial de Caráter Transitório, Estratégias de Desinstitucionalização e Reabilitação Psicossocial. Estes componentes são constituídos por um elenco de pontos de atenção, dentre os quais se destacam os Centros de Atenção Psicossociais (CAPS) em todas as suas modalidades: CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPS i, CAPS ad e CAPS ad III.

Os CAPS nas suas diferentes modalidades são pontos de atenção estratégicos da RAPS: serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituídos por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e às pessoas com sofrimento ou transtorno mental em geral, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em sua área territorial, sejam em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial (Brasil, 2011) e são substitutivos ao modelo asilar.

Os CAPS têm papel estratégico na articulação da RAPS, tanto no que se refere à atenção direta visando à promoção da vida comunitária e da autonomia dos usuários, quanto na ordenação do cuidado, trabalhando em conjunto com as Equipes de Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde, articulando e ativando os recursos existentes em outras redes, assim como nos territórios.

A SESAB vem apoiando tecnicamente os municípios na implantação e implementação da Rede de Atenção Psicossocial, sobretudo no que se refere ao processo de credenciamento, habilitação dos serviços junto ao Ministério da Saúde e na qualificação profissional.

Atualmente, a Bahia dispõe de 263 CAPS no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), sendo que destes 226 se encontram habilitados e financiados pelo MS e 19 em funcionamento sem habilitação, com processo em análise, no MS. Quanto aos demais (dezoito municípios), permanecem sendo custeados apenas pelo município, enquanto aguarda-se que os Gestores Municipais sanem as suas pendências processuais para inclusão em pauta, na Comissão Intergestores Bipartite, e posterior solicitação de habilitação ao MS. Até a presente data, o estado da Bahia tem co-finaciado dois CAPS III, localizados nos municípios de Feira de Santana e Salvador resultando em um investimento estadual de R$ 550.000,00. Salientamos, ainda, que o estado tem uma parceria firmada com a Universidade Federal da Bahia, através de um contrato, na manutenção e funcionamento do CAPS Ad docente assistencial Gregório de Matos cujo montante é de R$ 2.349.215,28. O referido CAPS integra ações do Pacto pela Vida e oferta qualificação para mais de 80% dos profissionais da rede SUS Bahia, no que se refere a álcool e drogas.

CAPS – Centros de Atenção Psicossocial

 

CAPS I

Atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam prioritariamente intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima de 15.000 (quinze mil) habitantes.

CAPS II

Atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima de 70.000 (setenta mil) habitantes.

CAPS III

Atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais de semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno a outros serviços de saúde mental, inclusive CAPS AD. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima de 150.000 (cento e cinquenta mil) habitantes.

CAPSi

Atende crianças e adolescentes que apresentam prioritariamente intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões com população acima de 70.000 (setenta mil) habitantes.

CAPS ad II

Serviço de atenção psicossocial para atendimento de pacientes com transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas, com capacidade operacional para atendimento em municípios ou regiões com população superior a 70.000 (setenta mil) habitantes.

CAPS ad III

Atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente do uso de crack, álcool e outras drogas. Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais de semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno. Indicado para municípios ou regiões com população acima de 150.000 (cento e cinquenta mil) habitantes.

Clique aqui para consultar os CAPS habilitados pelo Ministério da Saúde no Estado da Bahia.

 

4ª Avenida, 400, Centro Administrativo da Bahia/CAB, Salvador/BA, CEP: 41745-900.

Ouvidoria do SUS: 0800 284 0011

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Você não quer ir embora...

 





Você não quer ir embora quando finalmente se vê indo…

Percebe que vai deixar desprotegidos sua família e seus amigos. Mesmo aquelas pessoas que você mais precisou naquele momento e não lhe deram atenção. Que apontaram o dedo quando na verdade você só queria paz. Ninguém vai entender o sangue escorrendo em sua pele…
A lâmina guardada no fundo da bolsa aguardando para passear sobre seu punho.
Poucas pessoas têm coragem de cometer o suicídio, mas muitos vão entender alguém que pensa em fazê-lo. O ato é difícil e exige uma coragem absurdamente dolorosa para isso…
Eu estava no curso e precisava fugir de G e F porque eles sabiam do meu histórico; mamãe estava no trabalho e minha irmã na faculdade, o que facilitava as coisas. Roubara dinheiro da carteira de minha irmã na noite anterior para comprar lâminas na farmácia.
Aproveitei e passei para por um piercing escondido. Me cortei no banheiro da sala de espera naquele dia. Tomei mais de sete tipos de remédios diferentes, duas caixas de cada um. Hospital. Acordei com uma sonda no nariz, um líquido preto dentro da sonda. Carvão ativado. E no dia seguinte, eu fiz de novo… fiquei quinze dias internada, tomei o dobro de remédios. Não me lembro daquele dia direito, foram muitos remédios. Hoje carrego no corpo marcas que me arrependo profundamente de tê-las feito.
Me arrependo de ter causado ao meu corpo intolerância a dipirona.
Me arrependo também de ter causado tanta dor a tantas pessoas que me amam incondicionalmente.
Hoje tenho seis meses lutando contra a dor, a favor de mim!”


Ohana


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