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sábado, 23 de janeiro de 2021

Boa Noite!!!!




Todos nós temos objetivos, mas qual o objetivo final se não for o amor ou amor próprio? Fico pensando, lendo livros de auto ajuda, sobre metas, pequenas etapas, mas o amor é um compromisso sério. Seríssimo! Não dá pra dividir em partes ou, até dá. Pequenas demonstrações de carinho e afeto, mesmo que haja tempestades, também haverá a bonança. Quem sabe um pote de ouro no final do arco-íris. Mas acontece que as pessoas estão se abrindo para novas formas de amar o outro. Estão se doando quando há confiança, estão criando laços fortes demais para serem rompidos, estão vivendo o amor em si e isto é muito bom. O livro dessa semana foi um de ‘sair da zona de conforto’ e outro sobre ’10 coisas que levam ao êxito’. Não lembro os títulos, mas eles batem sempre na mesma tecla, alguns possuem os mesmos exemplos e isso cansa. Mais do mesmo, as pessoas querem uma revolução imediata. Algo que as liberte de sofrimento, de pobreza, de desamor, de criminalidade. As pessoas anseiam por heróis. Quantos Jesus já vimos morrer só nessa década! A Marielle foi uma. E tantas e tantos outros. Sabem, amar ao próximo como a ti mesmo é uma regra que nunca deveria ser quebrada ou distorcida para beneficiar grupos. Ah, ‘mas eu sou rico e quero que meus semelhantes sejam ricos por isso aquela propina’. Isso não cola porque esse dinheiro não é seu e é do pobre que paga imposto seja em mercadorias ou serviços. Deveriam haver uma isenção de imposto sobre o trabalhador e cobrar imposto das empresas. Assim os trabalhadores poderiam pagar por seus próprios serviços de médico, alimentação, casa... Pra cada trabalhador contratado, maior a isenção de imposto da empresa. Pronto, resolve tudo. Tira imposto de mercadoria, barateia tudo, consumidor compra mais, tem vida melhor. Poxa, é difícil? Para os anencefálicos do congresso é. E eu não lembro mais regra de português. Esse negócio de acentuar paroxítona, proparoxítona e oxítona não me entra mais na cabeça. Que fique claro, não sou de direita, esquerda ou central. Sou só um homem. Adeus .

K.G.C.

Feliz Ano Velho!


 

Você certamente se perguntou o porquê do título. Bom, é para comemorar que o ano que passou foi “menos pior” do que a maioria dos outros anos em termos políticos e econômicos? Não. Saúde? Não. Mas no geral foi melhor sim. Ainda estamos vivos e não importa o como estamos vivos ainda! Mas sim... Nossa, como estou vivo hoje! Sinto-me energizado para fazer sabe-se lá o que eu queira fazer e aceitar que estar assim é muito bom. Talvez até consiga ficar até de madrugada acordado. Não me importa. Estou saudável. Sei que preciso melhorar com caminhadas... movimento inspira-me. Devo colocar essa máxima na minha cabeça durante este ano e isso vai ser a segunda meta. A primeira meta é cinco livros por semana. Isto significa que vou ter que ter uma leitura melhor e um aprendizado melhor em menos tempo. Talvez um livro por semana já esteja bom. Ah, a meta. Bom, o que fica é a mensagem de um ano melhor ainda, mais extraordinário, mais cheio de vida e de coisas pra gente fazer, se emocionar, viver, comer, beber, andar, passear. Em um minuto estou em Marte, e no momento seguinte aventuro-me pelo Universo. Como? Imaginação! Que benção! Como diz a senhorinha que morava na frente de casa, que benção! Um artigo por semana seria uma boa: outra meta para este ano. Uma página, rápido de ler, proveitoso e instigante. Toda sexta à noite, sentar-me-ei para aqui estar com vocês e contar as novidades, do mundo, do meu mundo, do nosso mundo. Assim, senta e leia numa pancada só. Assim, sento e escrevo numa pancada só. Assim, as coisas vão fluindo. Assim, passo de um livro ao outro num piscar de olhos. Assim, enriquecemos nossa mente e nosso mundo. Assim, encontramos o amor. Assim, viveremos plenamente. Assim, igual sabão em pó, contido em pequenas doses. Assim, tiramos um pouco de nossa energia e doamos ao outro. Assim, comemos, rezamos e amamos. Assim, o tempo passa. E agora você enjoou de tanto assim. Não me invente de comer sabão em pó. Teve um primo meu que escutei ele dizendo que comeu vidro quando criança. Delírios.Paz. 

K.G.C.

O Ócio Criativo


 Da Procrastinação ao Ócio Criativo 

 

Eu me pego fumando e tomando café num looping sucessivo de fracassos. É como se alguém tivesse plantado essa sementinha lá para que eu pudesse ficar no looping. Acreditam que haverá uma epifania monumental no final e todos se libertarão. Mentira. A epifania só ocorre em algumas pessoas, outras é algo natural e menos obsessivo. Um café, por favor! Cigarro senhor? Não, larguei. Era necessário esse fim para que se chegasse ao novo começo e com isto redenção e libertação! Cansado de fracassos, há um pequeno esforço ocorrendo... o de tomar os remédios corretamente. Dane-se, vou morrer mesmo. Poderia ficar somente naquela vibração de alta energia que me poderia manter acordado fazendo coisas, por dias. Mas não! Eles dizem que uma hora é seis horas e portanto não se atrase para as aulas, professor! Como se eu pudesse ser professor de alguma coisa, um esquizofrênico... nunca! Insanidade brota no meu quintal e bate à porta num dia frio. Ah, cansei, negócio é tomar os remédios mesmo e que se dane!!! Exploda-se psicóloga e psiquiatra, exploda-se o mundo. Tenho meus direitos e quero vê-los fazendo valer a pena. Não vou tomar mais haldol à toa. É uma infâmia! Eu escuto vozes realmente, mas três ampolas? Oxii, que falta de consideração mano! Bom, a vida segue no barco a remo. Espero pelo frio, espero que o calor se vá embora. Xôxô, calor! Pronto, espantei o calor. Uma parte de mim dói, a outra quer cortar-me, a outra está contente. Por que tantas emoções num curto espaço de tempo? O que ocorre é a bipolaridade.  Não sei se tenho. Nem sei por que estou escrevendo isto. Mas enfim, vou dizer o que vim dizer: 

Joguei na lotofácil e perdi; “”  passando mal de tanto calor que somente banho resolve; consegui imprimir algo; e consegui esquecer o que eu ia dizer realmente.  Ah! Como a memória é “dahora”. Eu ia dizer dos livros que estou lendo. Nenhum deles me cativou ainda. Mas é como deve ser. Voltando com as medicações, volta-se o ânimo e tudo se resolve. E então FIM. 


K.G.C.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Você não quer ir embora...

 





Você não quer ir embora quando finalmente se vê indo…

Percebe que vai deixar desprotegidos sua família e seus amigos. Mesmo aquelas pessoas que você mais precisou naquele momento e não lhe deram atenção. Que apontaram o dedo quando na verdade você só queria paz. Ninguém vai entender o sangue escorrendo em sua pele…
A lâmina guardada no fundo da bolsa aguardando para passear sobre seu punho.
Poucas pessoas têm coragem de cometer o suicídio, mas muitos vão entender alguém que pensa em fazê-lo. O ato é difícil e exige uma coragem absurdamente dolorosa para isso…
Eu estava no curso e precisava fugir de G e F porque eles sabiam do meu histórico; mamãe estava no trabalho e minha irmã na faculdade, o que facilitava as coisas. Roubara dinheiro da carteira de minha irmã na noite anterior para comprar lâminas na farmácia.
Aproveitei e passei para por um piercing escondido. Me cortei no banheiro da sala de espera naquele dia. Tomei mais de sete tipos de remédios diferentes, duas caixas de cada um. Hospital. Acordei com uma sonda no nariz, um líquido preto dentro da sonda. Carvão ativado. E no dia seguinte, eu fiz de novo… fiquei quinze dias internada, tomei o dobro de remédios. Não me lembro daquele dia direito, foram muitos remédios. Hoje carrego no corpo marcas que me arrependo profundamente de tê-las feito.
Me arrependo de ter causado ao meu corpo intolerância a dipirona.
Me arrependo também de ter causado tanta dor a tantas pessoas que me amam incondicionalmente.
Hoje tenho seis meses lutando contra a dor, a favor de mim!”


Ohana


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

A Vida do Esquizofrênico


 







Parece um negócio estranho. Você não é vivo nem morto. Mas como eu mencionei em post anterior, um olhar sem vida. Automático às vezes é a vida de K. O esquizofrênico esquece de olhar para si mesmo e deixa a vida dele ir fluindo por entre suas mãos. Flui para um algo automático e sem vida. Tudo que é automático é sem vida, triste, desgostoso, amargurado, chateado, influenciável, triste novamente, magoado com a vida, com todos, com o governo, com a política, com homens e mulheres, com qualquer coisa que se mostre na nossa frente. Parecemos robôs, sem vida, buscando qualquer taquicardia que seja um sinal de existência, mas a gente sabe que isso também é ilusão. Sim! Este autor é esquizofrênico. Ah, o K, o L, o M, N, o Ó, o J, o G e o C. Aleatoriamente letras. Poderiam ser tantos nomes. Para se ter um nome basta algumas vogais e algumas consoantes. Nada voga na vida de um transtornado mental e nem que o transtorno seja por vermes na cabeça. Mas consoante à realidade triste que este ou qualquer outro exista sem viver é a dor! Já tive vontade de me rasgar inteirinho para tirar algo do meu corpo. Não sei o que era: talvez a própria pele que hábito, talvez minha alma, talvez um medicamento, talvez deixar de existir, mas resisti e passou. Somos a resistência de um mundo secreto que habita a mente humana. Somos aqueles que se ergueram no por do sol para gritar contra a desigualdade, porque no fundo engolimos em segredo gritos e gritos de outras pessoas, pessoas que foram sufocadas e deixadas morrerem porque o que se queria era isto. Mas somos grito, somos existência, seremos vida. Em algum momento nos manifestaremos como um poder divino dado a nós como dádiva e não maldição, nem que seja num livro, numa obra de arte, num teorema matemático, num bate-papo com um mendigo, ou num post de internet. Somos um milhão e não nos calaremos nunca, mesmo que tentem nos tornar preto e branco, ainda seremos listradinhos ou bolinhas ou coraçõezinhos. Para depois sermos tão coloridos como nunca alguém viu! Mantenham-se bem. Mantenham-se fortes.
x
K.G.C.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Ohana

Foto de Ohana Família Em Havaiano Na Areia De Férias Na Praia Para A  Família e mais fotos de stock de 2015 - iStock
 

 Ohana põe as mãos bem juntinhas, apertando-as para
 
concentrar-se em outra coisa.
 
Concentrar-se na dor das mãos serem comprimidas.
 
Mas nada melhora! Aí vem a falta de ar e depois as lágrimas no
 
meio de tantos pensamentos.
 
Ohana sente o corpo não responder aos seus comandos, as
 
mãos frias e as pernas bambas.
 
Mas são apenas cinco minutos!
 
Ela sabe que duram apenas cinco minutos…
 
Mas parecem uma eternidade.
 
Ohana sabe que precisa desabafar, mas se torna difícil falar.
 
Ela sabe que precisa de alguém, mas só pensa em ficar só.
 
Quer conseguir controlar isso sozinha.
 
Quer se mostrar forte!
 
Ohana é forte!
 
 
 Ela somente tem que aprender isso ainda, resgatar do interior
 
a coragem de chamar alguém e conversar.
 
Porque é isso que se deve fazer em horas de crise.
 
Ninguém é ilha, não se basta sozinho.
 
Ohana é forte!
 
Ela somente tem que saber falar, saber se abrir.
 
Ela tem que entender os exercícios de meditação e praticá-los.
 
Exercícios de respiração, de corpo… de mente.
 
Ohana é forte!
 

Ass: Ohana.


domingo, 30 de agosto de 2020

O Olhar do Esquizofrênico

 Ficheiro:Paranoid-schizophrenia.png

Sabe aquele olhar sem vida? Muitas vezes é este que se encontra. Leva tempo conseguir recobrar o prazer por pequenas atividades e, se tiver depressão, então...  
K era meio esquizofrênico, meio autista. Ele sabia se virar no seu mundo, apesar do mesmo estar de cabeça para baixo. Ouvia umas vozes aqui e acolá, tinha umas visões, terror noturno, pesadelos, mas se alimentava, tomava banho e as medicações.  
No começo tudo foi difícil. Faltava o elemento principal: a informação. Deixou-se levar por impulsos e bebia. Misturava tudo, fazia “merdas atrás de merdas” e não se freava. Seu último surto o levou a gastar quantias exorbitantes com futilidades.  
Basta! Disseram-lhe.  
Seu sonho? Retirado!  
Adaptação a novos sonhos, rotinas e atividades, não estando bem, foi muito difícil. Fez com que o K dissociasse um pouco sua identidade. A convivência sempre foi difícil, mas piorou depois da esquizofrenia. Ele, então, vive procurando milagre para se curar da doença, desse transtorno mental.  
Conselhos para K no futuro: nunca desista por causa de um rótulo qualquer que lhe deram. Você não estava bem e julgaram os sintomas, o quadro e, baseado nisso, fostes medicado. Além disso, saiba que seu tempo é único e cada um com suas unidades axiomáticas principais ou com o que o define.  
Moral, muito importante. Dignidade, fidedignidade, igualmente morais e importantes. Preocupe-se muito com sua individualidade. Ainda é cedo para retornar ao todo e ser um só com ele.  
Faça como quiser ou desejar. Tenha desejos, sonhos, fé, emoções; não deixe que te transformem num desenho preto e branco. Olhe o colorido da sua vida e veja se lhe faltam cores? Algo está errado.  
Bom, aconteça o que acontecer, em alguma hora vão acontecer coisas difíceis de lidar, não mude quem você é para agradar os outros; pense em ti.  
O tempo é curto, leia apenas um filósofo: Sêneca, Annaneus; e suas cartas, para uma vida feliz, dirigidas ao Lucílio. Bastará, por hora, que saiba viver com pouco... e sempre guarde.  
Sua mente tentará te trair e nesse momento você tem que se segurar para o barco não encher de água.  
Todos trabalhando juntos, jovem K, bastaria para mudar o mundo.  
Todos! 

K.G.C. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

O Mundo Borderline


Face Faces Diálogo - Imagens grátis no Pixabay

Quando percebemos estamos vivendo a vida desenfreadamente.
Sem saber o que fazer, entramos em velocidade máxima, destruindo todos e tudo ao seu redor.
Desorientados, buscamos ajuda aqui e ali, somos levados para um lado, depois para o outro, buscamos conhecimento técnico e muitas vezes encontramos orientações erradas... é um verdadeiro caos!!! 
Isso tudo vai aumentando o desespero e a desesperança ao nível máximo, até atingir o topo e se estabilizar. Depois cai um pouco. Mas temos que ser vigilantes, pois qualquer descuido, qualquer provocação que mexa lá no fundo, provoca nova explosão. 
E lá se vai o auto controle.
Essa estabilidade demora anos e anos para chegar. 
Depois de você ter destruído emocionalmente a si e as pessoas ao seu redor. 
Depois você vai se adaptando a esse mundo, entrando aqui, saindo lá, aconchegando-se a um ombro aqui, um abraço ali... até perceber não estar só.  
Então você começa a entender esse novo mundo. Não totalmente, porque ele é vasto e confuso, mas o suficiente para pelo menos ter uma ideia do que fazer na hora da dor no peito, da vontade de quebrar o muro (ou a cara de alguém).
da vontade de arranhar a garganta, gritar, explodir...
Começa a ter empatia e encontrar pessoas com problemas maiores que o seu. 
Ao invés de precisar de ajuda, você passa a querer ajudar. E descobre que esse mundo, o mundo dos transtornos mentais, pode se tornar o motivo para você viver: tentar, todos os dias, fazer alguém deixar de sofrer; pelo menos por um momento; trazer alegria ao próximo, que está muito pior do que você; chegar no ponto em que, ao olhar para trás, perceber que seu passado te impulsiona e te ajuda a seguir.
Mas não se iluda.
Tudo pode ir por água abaixo em questão de segundos se você não se conscientizar e se cuidar.
Meditação.
Auto controle.
Terapia.


MB

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