Sabe aquele olhar sem vida? Muitas vezes é este que se encontra. Leva tempo conseguir recobrar o prazer por pequenas atividades e, se tiver depressão, então...
K era meio esquizofrênico, meio autista. Ele sabia se virar no seu mundo, apesar do mesmo estar de cabeça para baixo. Ouvia umas vozes aqui e acolá, tinha umas visões, terror noturno, pesadelos, mas se alimentava, tomava banho e as medicações.
No começo tudo foi difícil. Faltava o elemento principal: a informação. Deixou-se levar por impulsos e bebia. Misturava tudo, fazia “merdas atrás de merdas” e não se freava. Seu último surto o levou a gastar quantias exorbitantes com futilidades.
Basta! Disseram-lhe.
Seu sonho? Retirado!
Adaptação a novos sonhos, rotinas e atividades, não estando bem, foi muito difícil. Fez com que o K dissociasse um pouco sua identidade. A convivência sempre foi difícil, mas piorou depois da esquizofrenia. Ele, então, vive procurando milagre para se curar da doença, desse transtorno mental.
Conselhos para K no futuro: nunca desista por causa de um rótulo qualquer que lhe deram. Você não estava bem e julgaram os sintomas, o quadro e, baseado nisso, fostes medicado. Além disso, saiba que seu tempo é único e cada um com suas unidades axiomáticas principais ou com o que o define.
Moral, muito importante. Dignidade, fidedignidade, igualmente morais e importantes. Preocupe-se muito com sua individualidade. Ainda é cedo para retornar ao todo e ser um só com ele.
Faça como quiser ou desejar. Tenha desejos, sonhos, fé, emoções; não deixe que te transformem num desenho preto e branco. Olhe o colorido da sua vida e veja se lhe faltam cores? Algo está errado.
Bom, aconteça o que acontecer, em alguma hora vão acontecer coisas difíceis de lidar, não mude quem você é para agradar os outros; pense em ti.
O tempo é curto, leia apenas um filósofo: Sêneca, Annaneus; e suas cartas, para uma vida feliz, dirigidas ao Lucílio. Bastará, por hora, que saiba viver com pouco... e sempre guarde.
Sua mente tentará te trair e nesse momento você tem que se segurar para o barco não encher de água.
Todos trabalhando juntos, jovem K, bastaria para mudar o mundo.
Todos!
K.G.C.
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