Da Procrastinação ao Ócio Criativo
Eu me pego fumando e tomando café num looping sucessivo de fracassos. É como se alguém tivesse plantado essa sementinha lá para que eu pudesse ficar no looping. Acreditam que haverá uma epifania monumental no final e todos se libertarão. Mentira. A epifania só ocorre em algumas pessoas, outras é algo natural e menos obsessivo. Um café, por favor! Cigarro senhor? Não, larguei. Era necessário esse fim para que se chegasse ao novo começo e com isto redenção e libertação! Cansado de fracassos, há um pequeno esforço ocorrendo... o de tomar os remédios corretamente. Dane-se, vou morrer mesmo. Poderia ficar somente naquela vibração de alta energia que me poderia manter acordado fazendo coisas, por dias. Mas não! Eles dizem que uma hora é seis horas e portanto não se atrase para as aulas, professor! Como se eu pudesse ser professor de alguma coisa, um esquizofrênico... nunca! Insanidade brota no meu quintal e bate à porta num dia frio. Ah, cansei, negócio é tomar os remédios mesmo e que se dane!!! Exploda-se psicóloga e psiquiatra, exploda-se o mundo. Tenho meus direitos e quero vê-los fazendo valer a pena. Não vou tomar mais haldol à toa. É uma infâmia! Eu escuto vozes realmente, mas três ampolas? Oxii, que falta de consideração mano! Bom, a vida segue no barco a remo. Espero pelo frio, espero que o calor se vá embora. Xôxô, calor! Pronto, espantei o calor. Uma parte de mim dói, a outra quer cortar-me, a outra está contente. Por que tantas emoções num curto espaço de tempo? O que ocorre é a bipolaridade. Não sei se tenho. Nem sei por que estou escrevendo isto. Mas enfim, vou dizer o que vim dizer:
Joguei na lotofácil e perdi; “Tô” passando mal de tanto calor que somente banho resolve; consegui imprimir algo; e consegui esquecer o que eu ia dizer realmente. Ah! Como a memória é “dahora”. Eu ia dizer dos livros que estou lendo. Nenhum deles me cativou ainda. Mas é como deve ser. Voltando com as medicações, volta-se o ânimo e tudo se resolve. E então FIM.
K.G.C.
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